Uma história.

 

ImagemEu gosto muito de histórias. E tenho a convicção de que todos, não importa quem seja, tem boas histórias para contar. Acredito sim, que há histórias tristes e felizes, reais e imagináveis, curtas ou longas, sinceras ou mentirosas, mas não deixam de ser histórias, não deixam de ser lições e momentos da qual, não fomos apenas os protagonistas, mas os escritores e os leitores, que se emocionaram, riram e vivenciaram, cada palavra escrita ou falada, visível ou invisível, mas foram histórias que por alguns momentos duraram toda uma eternidade, um segundo, uma noite, uma conversa ou uma ilusão. São palavras que trazem na memória lugares que nunca mais iremos voltar, pessoas que nunca mais iremos ver e sentimentos que nunca mais iremos sentir. E são essas histórias que fazem a gente, que movem a gente e que nos transformam a cada dia. Mas são poucos que acreditam que com elas viveremos até o fim dos nossos dias, e que mesmo depois da nossa morte, dependendo da sua profundidade, continuará a viver, deixando a chama sempre acesa, incendiando desde os corações mais frios, a fazer correr uma lágrima de uma pedra, num corpo de carne. A realidade, é que mesmo sendo apaixonado por histórias, eu ainda não tenho a minha. Pois uns preferem histórias reais, com fatos marcantes, que arrebatou multidões, já eu e muitos outros, histórias irreais, que nasceram da mente de alguém e permitiu que milhares fossem convidados a entrar neste mundo de fantasia, que fez com que outros mundos pudessem existir e haver elos entre eles, que pudessem ocasionar na criação de um universo paralelo com o nosso.  Confesso, que tento manter um bom relacionamento entre viver nesses dois extremos, e sentir o prazer tanto em um, como no outro.  Pois o que eu crio dentro de mim é tentador, mas ao mesmo tempo é cansativo e insatisfatório. Porque faço prevalecer todas as minhas vontades, manipulando todos os meus momentos, para que no final das projeções, eu venha encontrar satisfação. Não há erros, nem surpresas, apenas medidas e construções, que são tão vazias, que eu só consigo encontrar a mim mesmo.  Chega uma hora que cansa. Não podemos viver nesse “mundo” para sempre. Pois conhecemos o prazer de viver com os pés no chão e sentir a terra nos pés e também conhecemos o prazer de sentir o vento nos dedos, enquanto sonhamos alto sem chão para voltar. Se um dia você quer ter uma história que seja contada por todos, aprenda a viver no limite entre as realidades, pois é aí que as crianças moram e não crescem.

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